Existem inquietações que estou muito longe de entender. Talvez a única ansiedade que eu entenda seja a minha, porque na maioria das vezes meu conhecimento de mim mesmo é mais que suficiente, não preciso saber dissecá-la com teorias nem conceitos que desconheço.
Partindo de mim mesmo, então, meu cotidiano de duas semanas pra cá, na UnB gravemente doente por sua decadência, há indignação. Há gente reclamando por todos os lados. Há também ameaça de uma nova greve de servidores. Há epidemias e os que torcem por elas, que em geral são os que já foram contaminados. A mais grave das epidemias é da Síndrome de Barnaut, muito mais grave que a ameaça de um ebola ou da "pneumonia da morte". Ela é a síndrome da desistência que faz educadores se tornarem ridículos, paspalhões, desastrados e prejudiciais. Basta se lembrar de Colingwood para traçar a linha reta da semelhança entre Barnaut e a "morte" do artista e do ser humano colingwoodiana. Pena que no Departamento de Artes Visuais Colingwood não seja parte de nenhuma bibliografia, e talvez isso faça com que muitos professores pensem que nenhuma relação existe entre a arte que fazem e a aula que lecionam.
Colingwood é o que há de mais convincente sobre a responsabilidade ética enorme que tem um artista. Essa responsabilidade é a causa, mais do que a conseqüência, da capacidade de revelação inalienável de qualquer obra, movimento, gesto, pensamento, palavra... artísticos, pois o domínio das linguagens artísticas antes totalmente intuitivas que as ciências da percepção e as artes e filosofias formalistas deixaram abriram um rombo na lona pintada linearmente desde o Renascimento. Como conseqüência, as vozes estão soltas e tanto o mundo do real quanto do imaginário cogitam a possibilidade de esquisofrenia (não é difícil ver alguém claramente normal se chamando de esquisofrênico): a indústria da moda e as ciências do convencimento consumista, irmãs do Marketing e da Publicidade, fizeram-se apropriar do que puderam até hoje dos tais avanços objetivos; já alguns artistas, em euforia consumidora tentam em série engolir códigos de barra e forçar a arte a comê-los. Algumas vezes, isso dá barato, algumas irrefletidas vezes em que se rejeitam os "priori" e se vale da ação.
Sem perder o fio da meada, a ação artística é reflexiva, ela sim vem junto com a (auto)teoria, e isso também quer dizer que se pode falar em arte da vida, arte da gesticulação, arte da matemática... Todas enquadradas em uma esfera maior da arte do entendimento por via da emoção. Aí está a razão pela qual a Estética nada na mesma pscina que a Moral e a Lógica. A falha ou a desistência do senso de realidade humana dos objetos dessas disciplinas (o belo, o bem e a verdade - já desamarrados de sua base positiva) desestruturam o indivíduo. Os constrangimentos ainda podem levar ao abandono da emoção como uma tática de não-sofrimento: entra em ação, segundo o bacana, maravilhoso e magnífico Colingwood, a morte.
Se minha visão é trágica, basta saber do alto índice de envolvimento de franceses e europeus com o extermínio de judeus na época do Fascismo (em que vivia Colingwood) e da conversão inacreditável dos ingleses de hoje de menos de trinta para mais de setenta por cada cem deles ao apoio dos bombardeios, confrontos e demonstrações bélicas que para os chamados aliados são espetaculares como para um ser normal ir ao circo ver o globo da morte. Os que desistiram, não só os iraquianos e boa parte dos registros históricos sobre o nascimento da humanidade e da escrita (logo, da lógica), morreram, não podem mais exercer sua saúde física e material.
Por aí vai a minha ansiedade, essa agonía de estar vivendo entre um certo número de mortos e doentes em estado grave. Não só um dos coordenadores do curso de Artes Plásticas parece ter abandonado o barco dos lúcidos e amantes da arte (e da emoção) como nos corredores inúmeras pessoas reclamam do caos de não haver professores, das turmas estarem abarrotadas, de alunos de fora da universidade estarem sendo levados para assistir aulas no lugar de alunos matriculados que não conseguiram cursar sequer uma disciplina (nem um crédito) por falta de turmas e vagas... Reclamam como se agonizassem, culpam o CA e tudo quanto poderia ser sua alternativa e salvação, mas não conseguem mais nada além de dizer repetidamente que o erro é de fulano. Assim, o tumulto toma ares de cemitério ou de hospital. Sem possibilidades de amadurecimento pelo debate, os hospitais lotam e falta remédio (como ocorre em Brasília) e o cemitério do Plano Piloto é um caos, todos serão enterrados no quintal do VIS.
quarta-feira, abril 02, 2003
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terça-feira, março 25, 2003
Todo o meu tamanho
Polegadas achatadas
A se desdobrar uma-a-uma
Pode ser todo
Pode ser tudo
Pode não ser
Acabar
Se perder...
Mas se perdurar.
Pode usufruir
Talvez sem dizer
Talvez sem sentir-se obrigado.
Para mim,
Basta o querer
sem sangrar, sem bater,
Jamais ser derrotado.
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domingo, março 23, 2003
horizontalidade-verticalidade
Me agrada muito olhar para o Cacto. É um momento de paz difícil de ter atualmente. O nome do meu cacto é Cacto e foi a Dany que me deu ele de presente. Abraçar e beijar a Dany é outra experiência que desacelera minha loucura televisiva, o stress a que o simples fato de eu ler ou ver um jornal me submete.
Cacto
Se viras do avesso és doce
Se olhas para dentro és macio
Se bebes, não te afogas
E ainda há o que tu reservas.
Se reviras ao verso és medroso
Se olhas teu corpo vês espinhos
Se te defendes não te atiras
E sempre há o que tu reservas.
Se viras meu verso, é que és doce
Se olhas meu dentro, é que és tão macio
Se me embebes, jamais me afogas
E ainda há o que me reservas.
Se me reviras ao verso, és meu espelho
Se olhas meu corpo, teus espinhos
Mas se te defendo, sim, me atiro
E sempre há água com que te rego.
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quinta-feira, março 20, 2003
QUERIA AMARRAR O BUSH, O HUSSEIN E O BLAIR UNS AOS OUTROS, BEM APERTADO, E TRANCAFIÁ-LOS DENTRO DE UM QUARTO CUBICULAR COM BARULHOS ENSURDECEDORES DE BOMBAS, MÍSSEIS E METRALHADORAS. Depois a gente decidia o que fazia com eles, esses lixos humanos, vírus do Hitler. Será uma epidemia? Pelo menos na África e no Oriente Médio, esse vírus ataca mais e mais fulminantemente do que o vírus da AIDS, que o mundo já está tendo meios de controlar e evitar.
trabalho cumprido 1
Ao todo foram 11 páginas ilustradas, das quais 8 serão usadas na publicação de um livro importantíssimo para a disseminação da nossa história parlamentar e seu dimensionamento exato. São os grandes momentos da Câmara dos Deputados, levantados de um acervo enorme do Centro de Documentação Parlamentar e outros livros, escritos por Casimiro Neto. Esse foi meu trabalhinho de férias, com quinze dias de ralação integral.
Tive uma dedicação das mais contentes e bem aproveitadas de todas. Impressionante é avaliar agora que tudo terminou e perceber que jamais eu sairia tão contente de um trabalho tão difícil se não fosse algo tão importante. Embora seja ilustrativo e prescindível, com toda certeza leva a potência da imagem a acrescentar à mente a capacidade de reconstrução da portentosidade de nossa história. Por isso, imagino, quando terminei não consegui passar pelo fim como se fosse fim.
As aberturas para reconstrução aparecem fortes sobre a superfície descoberta e no esboço a lápis muitas vezes à mostra e inconcluso. A ilustração joga com o tom artístico e o histórico: atualiza, regride, eterniza. Assim discute a linguagem expressiva ao mesmo tempo que afirma um fato histórico. As cenas e personagens mais importantes aparecem como centro de módulos que extrapolam o formato e chegam do indefinido ao definido, do mais abstrato ao mais figurativo das bordas para o centro, do desordenado e complexo para o nítido e simples, do mutável para o fixo... Assim, com vários passados e presentes, é uma ilustração artística e documental.
O livro do Prof. Casimiro Neto, se for lançado, estará disponível na página da Câmara dos Deputados para "download". Será imperdível.
trabalho cumprido 2
A matrícula da UnB acaba amanhã e começou anteontem. Não havia ninguém do CAPLAS disponível nem disposto. Desde muitas matrículas atraz os alunos reclamavam da desordem nesses dias. Mas comigo no CA isso não pode acontecer. Chamei pessoas para ser voluntárias. Interceptamos os documentos da pré-matrícula com ajuda do professor de Design, Evandro, ordenamos por curso e matrícula e grampeamos. Três dias antes disso avisei a 2 coordenadores que iriamos fazê-lo. Um, do curso noturno, quis se opor, o outro, de Licenciatura, gostou muito e agradeceu. Este já me conhecia e acho que confiou mais no CA do que aquele. O fato é que estivemos orientando o pessoal. As informações que circulavam sobre as inúmeras mudanças votadas no colegiado, com minha oposição (sou representante do CA no colegiado), mas com unanimidade de aceitação dos professores, foram feitas de ponta-cabeça e nenhum secretário nem coordenador sabiam informar nada a respeito. Deu trabalho orientar aquele pessoal e foi uma zona o início de tudo, com atrazo de mais de meia hora dos coordenadores. Se não fossem os vountários que ajudaram, a matricula provavelmente começaria só no turno da tarde, com atropelos irreversíveis. Hoje e amanhã, não temos mais voluntários inscritos e eu vou descansar. Tudo está bem mais tranqüilo e fácil de ser resolvido (outra vez: graças a nós, os estudantes da graduação) e não haverão maiores complicações, pois o Maurílio, secretário do VIS, vai estar lá e ele sabe como deve ser o trabalho dos coordenadores, ficando sobrecarregado por isso.
A vantagem de tudo é que agora o CA tem relátorio dessa atividade do dia da matrícula, o que nunca fizeram antes. No semestre que vem os próximos ocupantes deverão ter uma postura fiscalizadora e denunciar negligencias do governo com relação aos profissionais do VIS, além de apoiar o trabalho dos coordenadores para que eles não cheguem no dia da matrícula sem ter um conhecimento mínimo e atrapalhar tudo mais do que já é.
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quarta-feira, março 12, 2003
Guerra à história da arte
Os especialistas estão preocupados: a guerra no Iraque provocaria uma pausa na arqueologia não apenas naquele país, mas em todo o Oriente Médio, e poderia levar ao bombardeio e à pilhagem de algumas das mais antigas cidades da Mesopotâmia, que correriam o risco de ser saqueadas a ponto de se reduzirem a ruínas de ruínas. Por John Noble Wilford e Holland Cotter, de The New York Times
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quarta-feira, março 05, 2003
ode ao blogue
Um blogue pode ser uma experiência reveladora. É possível designar esse tipo de ocorrência, que promove auto-conhecimento e entendimento, como uma das qualidades que jamais abandonaram a arte. Ainda que uma obra de arte surja em meio a preconceitos, ela mesma não é nada além de um mundo regurgitado e recapturado pelo conhecimento perceptivo. É assim que um Pedro Américo promove um evidente conhecimento de si por meio da retratação da Batalha do Avaí em que aparece vestido de soldado, portando um comportamento e uma expressão, além de possibilitar a propagação temporal longilínea da historicidade de um acontecimento e das preocupações das ciências de sua época e espaço. Usando mídias diferenciadas das do mestre do séc XIX, Nelson Leirner hoje dá motivos para discutirmos sem fracassar pela desistência o papel da religião e da moda e as vicissitudes e vícios das nossas convicções. Já o blogue eleva ou rebaixa à arte da revelação; não é um "reality show", mas costuma ser o registro de experiências válidas de maneira muito mais refinada. Exige não somente a descrição de fatos: ao descrevê-los e nomeá-los, automaticamente, ainda que não haja vontade consciente, ocorre a atuação do estilo como elemento de análise. Em outras palavras, prosaicas e incultas, blogar é reviver, selecionar, estilizar e revelar-se a si mesmo.
homenagem a um blogue morto - seis dos últimos momentos
Hoje deletei meu antigo blogue, mas selecionei alguns dos seus últimos suspiros, um deles já denunciava, no início de setembro de 2002, antes mesmo da imprensa, e anos depois da minha descoberta, roubos na saúde pública do DF que mais tarde, quando passaram a ser feitos sobre a compra de remédios, levaram centenas de pessoas a falecer nos hospitais (Isso mesmo, para quem é de fora ou de outro país, nosso governador é ladrão e assassino). Eis a homenagem::::
O meu T4 está livre e meu TSH, ultrassensível, por isso eu quero escrever poesia
Tire o óide daqui, beibe
A quimioluminescência automática chegou.
Nenhuma iluminura é analógica e todas ficam mais ou menos na minha cabeça
O meu livro das horas.
acho que meu blog tá com vírus do Baba, um árabe filho da pauta... Que porcaria era aquela? Muitas letras, muitas mesmo!!! Alucinações nerds?
Que acontecimento mais macabro!!! Agora aparecem Figurasinhas de colocar em fundo de página encima na esquerda.
Você viu isso?
Diz que viu, pra eu não me desesperar com os 150 ml de chá de cogumelo que eu virei ontem.
Tentaram derrubar a Oficina do Perdiz
Nunca fui lá, mas pretendia ir
Me parece ser melhor do que espaços culturais
Regularmente inscritos nos buracos dos anais
Da Secretaria tola e medrosa
Que coloca a nossa arte no sovaco
Da urna do Estado-Macaco
E essa arte melindrosa, politicamente perdida
Poderia ser salva em alguma casa alternativa
Por isso, se eu fosse o fiscal
Deixava de ser animal
Protegia os bens caídos nos braços da cultura
Como a Oficina do Perdiz
Esquecia também a Marlene Dornas
E a ordem da Secretaria-Chafariz
Tomava dos políticos a cultura
E iria derrubar era a casa do Roriz.
Vamos ser enganados pela "urna", morte à urna.
Baré cola:
o futuro em nossas mãos!
Me veio à mente um trabalho de campo sobre comunicação empresarial que eu fiz uma vez em um hospital público e quando eu tava interpretando os dados levei um susto que quase caí da cadeira. Voltei ao início, ouvi a fita outra vez... Tava certo, a FHDF tinha um funcionário fantasma na área de imprensa. O que você faz nessa hora? Chama a polícia? A pessoa que me deu a entrevista nem se tocou do que ela tava denunciando (apenas informou números e dados sem análise). Eu não fiz nada, só dei destaque a esse ponto no seminário para concluir que: "informação não é comunicação." e que a área de saúde pública estava sendo usada ilegalmente, apesar do corte total de investimentos em programas de prevenção na época. Isso tudo eu lembrei porque preciso passar o resto dos disquetes pro computador e organizar minha pasta.
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domingo, março 02, 2003
Minha ponta de lança
Pé
Dança.
Um passo grande com fé
no pequeno
sem esperança.
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segunda-feira, fevereiro 24, 2003
prato Azul-Pombinho
Fui ver a casa de Cora Coralina. Na cozinha, dela, muitos encantos. Uma carta de Jorge Amado a elogia no domínio da arte-culinária (mas provavelmente não seria em esquecimento à sua poesia). Um fogão a lenha. Uma geladeira amarela muito encantadora, daquelas bem gordinhas e baixinhas. Um livro de receitas e uma carta comunicando à Cora de que um de seus pratos à goiana havia sido a melhor receita da quinzena enviada àquela revista. Aquela cozinha é infantil como a cozinha de uma criança e facilmente nos encanta. Mas, ao visitá-la, não quebre nada, pois um adulto pode amarrar um caco do objeto quebrado ao seu pescoço como punição com o qual você poderá se machucar dormindo, como a poetiza lembra em seu escritório com sua louça chinesa modelo "Azul-Pombinho" quebrada.
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quarta-feira, fevereiro 12, 2003
batendo as asas sem sair do lugar
"É férias". Essa é a expressão que amanhã deixa de ser expectativa para aproximadamente 600 estudantes do VIS (Departamento de Artes Visuais). Depois de terem entregado desenhos em quantidade além da centena, traçam agora seu caminho leve, aderindo ou não aos contornos carnavalescos extravasados por um preenchimento de muita folia.
Meu último trabalho do semestre teve como pretexto o tema "insetos alados". Aderi à ilusão do vôo e comecei a construir arquétipos da minha personalidade embrionária de inseto. A avaliação foi um sucesso, embora prejudicada por trabalhos entregues com atraso, de modo que pouquíssimo além do que chamei de "pretexto" pôde ser abordado.
O melhor dos desenhos na minha opinião parece praticamente desprezar a técnica e explicita uma abordagem da arte que em quase todos os contextos eu repudiaria: a abordagem idealista, que prega que uma obra de arte só existe em um momento: o da concepção intelectual ou da presença do real, pois a materialização da experiência levando em conta os materiais em que ela ocorre a transformam. Ou, ainda, mais radicalmente: segundo Gombrich "a percepção já estiliza" (entendendo-se a estilização nesse caso como incômoda). Esse desenho mostra como fazer um inseto usando seringas, mola e alfinetes; e suas asas usando plumas, elástico e cartão telefônico. O idealismo é nítido ao fazer do suporte e da matéria sobre ele um mero meio dúctil da idéia de um inseto que se pode construir, fazer bater asas, tornar voluntária sua picada e admirar sua estrutura pouco familiar, relegando o desenho à qualidade de instrução. Maior idealismo ainda é que a idéia fica melhor se executada mentalmente, sem fazer uso de qualquer cartão telefônico, seringa, ou o que seja, reais. De qualquer forma, esse desenho ainda permanece um bom registro de um momento e não perde uma certa estranheza estética. Eu espero tê-lo de volta e fazer uma moldura especial para dependurá-lo em meu quarto. (essa da moldura é brincadeira)
Amanhã ainda vou me despedir dos meus colegas e desejá-los que voem como insetos de verdade... Como o que pousou nos meus desenhos quando eu estava apresentando para admirar seus parentes e amigos dentro da "colméia". Ficarei, então, como aquele inseto que construí na mente, mas materializado. E materializado ele não voa, só bate as asas. Com isso, mudo meus planos de viajar pra São Paulo: trabalhos de férias... E descubro que sou um vagabundo que adora trabalhar.
Postado por allan de lana às 8:30 PM
sexta-feira, janeiro 31, 2003
Publicidade para marimbondos
Um inseto morto se assemelha a um pequeno marimbondo. Suas vísceras não podem mais ser vistas através da transparência do exoesqueleto encardido. Bege. Qual ciência os haveria tão habilmente retirado? Seria uma peça de museu envolvida por betume?
A comoção própria do espírito, o que é particular e humano, o tornará modelo. Viva. Aquela casquinha embalsamada. Como que por meio de clonagem de genes ela será matéria nova, continuando mesmo a ser tão... ... ... Betuminosa... Confusa, se multiplica.
O desenho brinca com sua aparência e com sua invasão. De nanquim agora invade, o inseto, a folha cinza. E em cinzas (ou betumes) reacende as línguas. Ressuscita as vistas. Dá cambalhotas sobre o tato das linhas pretas, grossas, cinzas, finas.
Com tanto humor de morto então ironiza em um imenso cartaz de poucos centímetros:
“tome
FERRÃO
e fique...
FORTÃO”.
Animado em sua pose ilusionista, seu braço mostra, cômico halterofilista, o que a legenda indica: o fêmur, a tíbia e os tarsos anteriores. Publicidade para marimbondos. Será que eles acreditam nisso?
tributo a cazuza (queria ir, mas não posso - R$)
Depois do sucesso dos Tributos a Cássia Eller e a Renato Russo, nesta segunda, 27/01 é a vez do SQUARE (Gilberto Salomão - Lago Sul) homenagear CAZUZA, num tributo recheado de artistas.
o poeta está vivo! - tributo a cazuza
bob chacal - indiana - jorge macarrão
márcio bomfim - thaís fread - tino freitas
segunda, 27/01 - 21h - couvert r$ 3,50
informações e reservas - 2480987
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sexta-feira, janeiro 17, 2003
Ah, sim, muito tempo...
Muito se passou nesses longos dias. Muito de substancial e experiências das quais algum conhecimento poderia ser apreendido. Saiu, por exemplo, uma notícia sobre o museu Guggenheim. Seria construída a segunda filial do Guggenheim em Nova York. Aí você me pergunta: Mas porque eu me preocuparia com isso, uma obra de US$ 1 bilhão em Nova York? A mim, particularmente, tal fato só chamaria atenção (como chamou) por causa da crise afetando as artes no que elas dependam de algum mercado (o que também tem seus efeitos positivos). No entanto, a notícia pode ser mais interessante, pois mesmo com o cancelamento da obra destinada a revitalizar a zona sul de Manhattan abalada por ataques terroristas teremos, provavelmente, uma filial do museu no Rio de Janeiro.
Outra novidade é que preciso fazer 17 desenhos ótimos no tema "insetos que voam" para o dia 10 do mês que vem. Isso vai dar bastante trabalho, principalmente por eu mesmo me exigir um estudo anatômico de insetos e a seleção dos "esquemas" anatômicos corretos. Então, quem quiser mandar-me qualquer coisa sobre o assunto, aceito e agradeço.
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sexta-feira, janeiro 03, 2003
Projeto Prima Obra 2002-2003
Prazo para inscrições extendido: até 3 de fevereiro de 2003
O Projeto Prima Obra destina-se a artistas plásticos das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
Os interessados encontram o regulamento e a ficha de inscrição na
Coordenação da Funarte em Brasília (+61) 223-2441 / 223-5513 / 226-9228
ou download (formato PDF).
Informações: telefax: (+61) 223-2441 / 223-5513 / 226-9228
ou iarabm@terra.com.br
site da funarte: http://www.funarte.gov.br
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terça-feira, dezembro 31, 2002
feLiza ano novo
Um dia, quando na minha rua moravam meninas além das duas que aparecem para dizer oi uma vez por ano, aconteceu uma festinha de meu aniversário aqui em casa muito psicodélica. As mulheres em geral conseguem animar as pessoas quando querem, até para festas psicodélicas. Nesse dia, 14 de outubro, dançamos músicas de festa junina. As meninas fizeram uma vaquinha e compraram um CD encalhado que vinha em uma revista Caras (ou Contigo, sei lá) com músicas natalinas cantadas em português de Portugal, fazendo propaganda do óleo de cozinha Liza. Maravilha aquilo. Tirei as músicas juninas e cortei o barato do povo que tava dançando aquelas maluquices muito legais de situações sertanejas do tipo "olha a cobra!", então coloquei o CD FeLiza Ano Novo, que agüentamos ouvir até a metade. Tirei-o para não apanhar. Ninguém estava dopado, e tomávamos pouca cerveja. A lucidez foi o grande barato daquela noite e sempre é em todas as horas e todos os dias.
Muita lucidez para todos. Usem a droga do Novo como forma de expandir a percepção e o auto-conhecimento, mas não engula nem cheire o novo todo em um só dia. A embriaguez e a dormência exageradas são o avesso da sensibilidade e da hiperestesia.
Desejo para o início de 2003: que Roriz e todos os políticos, comerciantes, bicheiros, grileiros, ladrões de carga, desembargadores e profissionais que o ajudaram a crescer como ladrão ou aceitaram ser comprados sejam punidos e presos, devolvendo os milhões roubados; e Magela no GDF. Sei que é quase impossível, mas acho que pode ocorrer.
Outro desejo meu é aprender mais sobre física e mecânica.
Tudo de bom e felicidades.
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segunda-feira, dezembro 30, 2002
Abraham Palatnik.
Palatnik!
Parece A Palavra mágica da cinética.
Palatnik!
Basta dizer com convicção.
Os objetos ganham vida própria,
No escuro, a luz ganha inteligência
e a forma de seu sentido, projeção.
Nada representa Palatnik
Ele conduz à quinta-essência
de que somente a luz é a multicor
em ação.
Nelson Leirner em Brasília
Eu já havia dito que Nelson Leirner estava em Brasília, na galeria ECCO? Não? Pois é, está. E é melhor você ir ver logo, porque não sei até quando ele vai ficar.
Mas cuidado... Muiiiito cuidado para não virar macaco. Não seja um macaco como os que não nos deixam usar Nelson Leirner: abra o zíper! Mas não faça macaquices como a minha de perguntar pra monitora se a gente pode usar as obras, porque ela vai dizer que não e vai ficar vigiando como fez comigo e com o Alex. Apesar de ela ter sido gente fina e dado as costas umas vezes para fazer de conta que não tava vendo que eu tava abrindo e fechando o zíper e apertando a Mona Lisa.
Para ninguém ficar pensando imoralidades, explico. Lúcio Fontana fazia cortes com estiletes em suas telas monocromáticas. Assim, abria o espaço, expandia o vazio. Seu argumento colou e ele ficou famoso. A partir daí, passou a repetir a experiência gestual do corte com estilete em várias telas monocromáticas, incessantemente, como que vislumbrado pelo espaço infinito que criava (ou pelo Glamour obtido a partir da idéia).
Nelson Leirner então sofistica a idéia de Fontana com um ato simples: costura diversos zípers em uma tela, que podem ser abertos ou fechados de diversas maneiras, dispensando a repetição da compra de novos materiais semelhantes para "brincar" com o estilete e possibilitando que a experiência do espaço seja vivida e desfeita. A obra é interativa, mas na galeria não pode ser tocada (que maravilha, não?).
A Mona Lisa (ou as Monas Lisas), mostra a vulgarização de um objeto de arte original que se tornou um mero objeto decorativo e muitas vezes um antiquado símbolo de "status", servido à idolatração do poder vazio das imagens fora de seu contexto original e completamente deturpadas. O mesmo ocorre com a santa ceia.
A exposição ainda vai muito além, levantando questões e ironizando a tão mal usada arte conceitual, confundida cada vez mais com o "cult" e "intelectualizado" modo afrescalhado de ser.
Postado por allan de lana às 1:28 PM
segunda-feira, dezembro 23, 2002
Chegou o recesso de fim-de-ano. Agora todos os dias parecem fins-de-semana. Talvez aí esteja um motivo para eu não ter escrito nada aqui nem ontem nem sábado.
Eu poderia ficar enchendo lingüiça aqui por muito tempo, porque não tenho nenhum compromisso nem para hoje nem para amanhã, apenas preciso terminar o presente da Dany e comprar o do meu amigo oculto de natal, embora eu odeie o papai noel, aquele balofo chato com desequilíbrio térmico. No caso do presente da Dany, agrada-me que dia 25 seja o dia dos nossos seis meses de namoro. Sim, uma metade! E prefiro comemorar uma metade do que comemorar o Espírito Natalino.
Bem... Acabei lembrando sem querer do concurso de poesias do SESC, em que Espírito Natalino foi meu irônico pseudônimo... Anteontem foi o lançamento do livro com as 25 finalistas, entre elas a Trifase. recebi 19 livros mais um. Esse "um" é o meu, que tem uma dedicatória do Nicolas Behr, o meu maior ídolo da geração mimeógrafo de 70. Me felicita e emociona muito que no livro que ele recebeu tenha também uma dedicatória minha, improvisada no momento em que ele me abordou em minha mesa pedindo a página de Trifase.
Fiquei perdido como se meu coração houvesse disparado. Meu coração havia disparado. E como havia! Porque eu ja tinha falado com o Nicolas naqueles ataques de idolatria que desconfiguram a normalidade de algumas pessoas, como eu, vez ou outra, mas jamais pensei que Ele um dia sequer abriria um livro qualquer na página...
"Trinta e quatro. Trifase.", meu pai disse em voz de temperatura ambiente.
Aí eu o desejei uma boa viagem, porque naquela noite algumas pessoas importantes da cerimônia já haviam recorrido a esse uso inadequado de viagem no lugar de leitura.
Agora devo ter uns 14 livros e vou desejar mais umas 14 boas viagens para mais umas 14 pessoas que não sei ainda quem. Não vou decidir agora. Você deve se lembrar que quando comecei a falar do livro do SESC o fiz por um desvio incidental causado pelo "Espírito Natalino". Até aquele momento, eu pretendia falar sobre meu mais novo vício, ou... Minha mania de fim-de-ano.
Porta-copos com gravuras. Fiz o primeiro jogo de porta-copos por influência da... adivinha... Dany. Ela é quem sempre diz: "Lan... por que você não põe em prática aquela sua idéia?" ou "Gostaria que você se inscrevesse em um concurso de poesias."... Dei no amigo oculto da Terèse, minha queridíssima professora de Materiais em Arte 1. A gravura escolhida foi a de um copinho feito com linhas brancas em fundo preto. Aliás, devo fazer uma correção, não foi gravura, mas pintura e monotipia misturadas. Um pouquinho só de gravura em madeira.
Agora pretendi dar continuidade à confecção de porta-copos. Um jogo vem com 7 e custa 8 Reais. Todas as "gravuras" daqui por diante serão resultados de estudos da obra de pintores e outros artistas. Hoje terminei as impressões do Magritte. Amanhã terminarei os porta-copos usando elas. O próximo será o Dalí ou o Da Vinci.
Tenho tembém pesquisado novas formas de impressão em pano e com o passar do tempo elas vão melhorar muito, sobretudo quando eu tiver uma prensinha portátil.
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quarta-feira, dezembro 18, 2002
Queridos leitores!!!
De volta ao mundo.
Estava mesmo com saudades desse monitor natimorto com uma imagem de formulário de postagem mais natimorta ainda, principalmente de soprar uma vida neles por meio dos meus dedículos aracnídeos.
Nesse fim-de-semana voltarei a escrever algum texto interessante (que pra mim é interessante) aqui. No mais, só posso deixar como registro agora, uma postura que tenho que me parece exorbitantemente romântica, mas que jamais será negada por aqueles que já se despiram de preconceitos e se deixaram auto-conhecer por uma obra de arte:
A arte é a lucidez
e a viveza extrema
a embriaguez sob a qual há clara destreza
e a confusão hiperestésica das sensibilidades
corpo e percepção
dos quais só a vida é feita emblema.
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domingo, dezembro 01, 2002
Introdução à Corrupção da Consciência
Não imagino o motivo de tal inversão. Não começarei esse texto delimitando o tema que já foi delimitado pelo título, nem apresentando minha tese. O fato é que ontem cheguei à conclusão de que sou analfabeto em teatro e em cinema. Isso me induziu agora a lembrar exemplos de vídeos que trabalharam diretamente ou por meio do "não-dito" (princípio que não explicarei, porque assim se tornará dito) com esse assunto. Por isso, resolvi começar pelas recomendações finais. São dois os filmes: Billy Eliot e Língua das Mariposas.
No primeiro, mais simples, direto e negativo, uma criança é levada a repudiar comunistas, induzida ao aborto de sentimentos antes que se tornassem emoção e, mais além, expressão, após e durante a qual há um processo de clarificação, de ganho em autoconhecimento e lucidez. No segundo, cujo desfecho é positivo, há uma conversão do comportamento do pai boxeador cujo filho queria ser bailarino. A superação de um preconceito ocorre no momento em que o adulto resolve "adotar" suas próprias emoções. Diz Aaron Ridley, acerca do conceito Collingwoodiano: "Uma consciência corrompida ou 'falsa', ao contrário, é uma consciência que, em razão da falha em clarificar seus pensamentos e sentimentos, recusa-se a reconhecer suas experiências como suas próprias." (2001, p.17)
Collingwood leva a problemática à arte e ao artista e desses de volta ao mundo. Para ele a arte é a cura oferecida da doença da Corrupção da Consciência e, talvez não tão hiperbolicamente como possa parecer, para a morte a qual essa doença implica - no que discorda, no entanto, Ridley.
Não obstante, o próprio Ridley atribui o que denomina exagero ao clima promovido pelo fascismo europeu dos anos 30. O que é descrito então pelo autor para traduzir os efeitos desse fascismo é assustador. Não que devamos ter medo do passado, mas, no entanto, do presente, do perigo de alguns críticos, de alguns jornalistas, jornais "da comunidade" ou "de Brasília", de consciências fracassadas ao se deixarem corromper. Elas não são mentirosas, nem tampouco enganadoras, mas simplesmente ficaram alheias à sua verdade e conhecimento devido à uma "analogia com o que pode ocorrer entre um intelecto e outro" (Collingwood, citado por Ridley, 2001, p. 18), falhando no conhecimento de si mesmas.
Eis a tão trágica realidade dos anos 30 que implicou em uma epidemia dessa doença: "Não apenas na Itália, Alemanha ou Espanha, mas também na Grã-Bretanha, as pessoas estavam sendo impelidas por uma onda de 'sentimentos não-domesticados' a adotar, da boca de demagogos, pensamentos que não eram verdadeiramente seus".
Passe agora os olhos por sobre uma tal América, da qual nada aqui foi dito nem será, a não ser que é capaz de matar a quantos forem como simples, tranqüila e coriqueira publicidade. Constatará, como eu, que Collingwood estava certo?
Postado por allan de lana às 8:34 PM 0 comentários
quinta-feira, novembro 28, 2002
Acabo de redigir um e-mail para a lista do CAPLAS com os assuntos das reuniões de hoje e não pude resistir, apesar de já ser um pouco tarde para continuar aqui matando e fazendo viver o tempo - isso porque não se mata o tempo assim tão fácil, ele é como uma sangue-suga que quanto mais se tenta arrancar de si maior a força com que ela se prende à pele, fica mais vivo nessas horas de cronohomicídio -. Ocorre-me uma intensa necessidade de reler a fala do Nelson Leirner, esfregar meus olhos, ler outra vez, e dessa vez cada letra e combinação sonora das palavras, para tentar fazer com que maior lucidez ainda me atinja, mesmo estando com sono. É quase inacreditável que o que eu tenha tentado dizer várias vezes, mas com grande auto-censura e medo, na minha insignificância, tenha sido tão claramente dito por... um artista consagrado! E o que é, afinal, um artista consagrado? Arranque-o esse título... O que sobra? Textualmente, o "artista", mas em termos reais... alguém. ninguém. Admitir-se assim é admitir uma ética que nos suplica ser vista enquanto artistas (todos nós), sem se deixar morrer na consciência. É esse o assunto: Corrupção da Consciência: sobre o qual desejo tratar. Fica para a próxima postagem. Agradeço a todos os que comentaram o post anterior ou os assuntos dele, a absolutamente todos. Felicidades e até esse fim-de-semana.
Postado por allan de lana às 10:22 PM 0 comentários
quarta-feira, novembro 27, 2002
Se me perguntas o que desejo mais avidamente nesse momento, digo: ir ver Nelson Leirner. SÃO PAULO É A CIDADE DOS SONHOS!!!
Vê uma transcrição de uma fala dele, feita em uma matéria do Obraprima.net:
"(...) Durante três ou quatro anos, começaram a acontecer muitas coisas com a minha carreira; coisas retumbantes, embora estranhas. Notei, por exemplo, que com seis meses de pintura fui premiado num salão. Com um ano de trabalho exponho na melhor galeria de São Paulo, a São Luiz, que apresentou meus desenhos sem vê-los antes. Mais seis meses e entro na Bienal; e Stanislawsky, crítico polonês de fama internacional, acrescenta ao meu trabalho uma longa crítica. Aos poucos, a gente vai percebendo a razão de tudo. A qualidade de meu trabalho não possuía a importância que lhe foi dada. Era uma pura questão de prestígio social. Tinha visão do que fazia então, e sei que era realmente ruim. Quem trabalha seis meses não pode surgir de repente e ter seu trabalho aceito. Pode mostrar apenas que tem talento. Com a consciência do que estava acontecendo, surgiram perguntas sobre critérios de julgamento e sobre a própria obra de arte. Tudo isso punha em xeque e em dúvida o valor das coisas. Compreendi que se pode construir um cara qualquer; até sem ver seu trabalho. Era natural que começasse a soltar tudo o que estava dentro de mim, logicamente num sentido de contestação. Esse foi meu começo"(São Paulo: Paço das Artes, 1994. p. 41-42).
Recomendação para leitura nesse momento caso você tenha ficado tão perplexo(a) e contente quanto eu:
Honoré de Balzac. Ilusões perdidas.
Postado por allan de lana às 8:29 PM 0 comentários
quarta-feira, novembro 20, 2002
Eu quero monitorar a exposição do Athos Bulcão, mas não me puderam nem me deixaram porque eu sou do segundo semestre. Essa verdade não implica em ignorância. Se fazem entrevista para quê serve esse critério grotesco baseado em um aspecto cronológico requisitado de maneira incompleta?
Te interrompes-me
Quando te vejo-me andando atrás das regras
Te sinto-me impróprio
Quando me dizes-te: crianças... Querem o todo
Não sabem de nada... pequenas e piegas.
Postado por allan de lana às 7:53 PM 0 comentários
