69
nenhum de nós é tão à toa quanto nós todos ao mesmo tempo.
70
quando um facho iluminou
um descaminho sem passagem
onde um gato rabanou o vento
à rabadas no límpido escuro:
seus pêlos sopraram ligeiros
tal que poeiras e o lençol da noite
erguessem no ar frio:
- ouuu-sih-fffffiii!
e o bicho zup,
sem mio nem pum
nenhum - nenhum!
entrou pardo na borda da penumbra,
entrou e foi ser um ponto de luzcuridão.
Olhei, olhei... sem dúvidas:
- Como é nítida a sombra: vivinha-vivinha!
terça-feira, outubro 07, 2008
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segunda-feira, setembro 29, 2008
algumas iniciativas têm ligado parte das produções de artes visuais brasilienses ao público, sem tentar fazer dela objeto de adoração da grande massa, porém contribuindo para modos de ação, por que a publicam e aproximam pessoas em busca da vivência de um espaço comum. nesse lugar público os sujeitos que se encontram podem perguntar o que torna o momento compartilhado diferente de um-outro-qualquer. atualmente há dois dias no fim de cada mês reservados para tais pérolas, um deles é a última quarta-feira, quando acontece o ultimaquarta, que une linguagens e artistas em um evento intermídia e com muito som. dessa vez a última será a primeira: 1º de outubro, 20h30, no beco da 706 norte, atrás do vulcão da borracha. o outro projeto é o lacuna, cuja programação pode ser vista no blog.
http://lacuna.noblogs.org/
as exibições do lacuna são sempre na última terça de cada mês. nessa terça-feira 30, além de mostra com material de artistas que exploram linguagens fora dos meios estritamente visuais, será a primeira exibição, em sala de projeção, de parte da série devaneios, composta por três vídeos realizados por mim em 2006, dois dos quais foram colocados no youtube. (você pode vê-los também a partir do www.myspace.com/allandelana divulgado há alguns dias.)
disponibilizo a seguir uma parte do storyboard, que demonstra o princípio construtivo das seqüências de frames das vídeo-anições. pra ver um pouquinho maior, é só clicar.
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segunda-feira, setembro 22, 2008
ruídos / para / ouvir
tentei disponibilizar o som há quase um dia. como não deu certo, o inseri a posteriori, logo abaixo. este gesto consiste em colocar disponível de alguma forma o interior do próprio gesto, que não é um dentro identitário nem metafísico, mas que nas nossas condições tecnológicas pode, de alguma forma, se tornar público - um dentro extrovertido. público por que compartilhado com outros e por que seu devir depende de tal disposição, desde o momento em que ela se fez ação. essas idéias estão um pouco influenciadas pela conferência ocorrida hoje, lá no teatro, do filósofo e professor da ufmg, nilton bignotto, em que apresenta parte da chamada teoria da ação de hannah arendt... arendt percebe e prevê (na década de 50) o enfraquecimento da importância do lugar público do discurso e da política em detrimento das individualidades características da sociedade de consumo, na qual idiossincrasias assumem o lugar do diálogo, que então se interrompe - surge a solidão. pergunto: como e por que o gesto em direção ao diálogo com um outro imprevisível (isso que é operado aqui no eau) seria uma vulgarização semelhante ou: como e por que seria justamente o oposto de tal banalidade? perguntando dessa forma, acho que mostro um horizonte indubitavelmente duvidoso... eu gostaria de entrar nessa dúvida e expandi-la, para fazer com que o horizonte se assemelhasse a um abrigo dentro do vendaval, mas não tenho condições de fazer isso agora. (em breve, senhoras e senhores!)
legenda: primeiro teste de composição audível para instalação a ser apresentada no primeiro projeto expositivo do grupo a.c.a.r.o.. as imagens são apenas uma distração, pois às vezes é bom se entreter com outras coisas para ouvir mais.
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domingo, setembro 21, 2008
em breve
entrará em atividade o blog do a.c.a.r.o., para lançar algumas reflexões sobre a arte produzida em brasília e discutir as possibilidades de uma reunião de gente e possibilidades práticas. (que tudo se esclareça quando começarem as publicações no blog.)
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work in progress
álbuns em destaque: rock'n; mist, water...; corps; amendoeira.
além das imagens, estou atualizando alguns vídeos no meu perfil do www.myspace.com/allandelana , que apresentei há duas semanas.
em um dos álbuns há imagens feitas há alguns anos com uma canon af e uma antiga objetiva com largo zoom e distância mínima para foco relativamente baixa (menos de 2m, ao que posso lembrar). a lente era bem escura, o que propiciava fotografias com alto tempo de exposição e captação de movimento, por isso a utilizei em uma experiência fotodinâmica. o equipamento analógico interferia bastante no resultado das fotos, às vezes com ruídos imprevisíveis, outras vezes dando uma nitidez assombrosa à imagem, coisa que nunca vi em lentes acopladas (compactas) - lembro bem de uma lente 35mm da canon que eu usava combinada com lupas para possibilitar pequeníssima distância focal ou então sem qualquer combinação para registrar paisagens. quando eu via cada foto revelada, era como se meu olho tivesse sido limpo, ele se tornava tão pleno, que eu me esquecia de mim. depois de um tempo, quando comecei a fotografar muito, tentava alguns artifícios para que o processo de revelação de negativos deixasse marcas nas imagens devido ao tempo de exposição aos químicos. isso esverdeava quadros, fazia algumas margens ficarem com focos suaves... porém, quando o dono do único cine-foto em brasília que depois de seis meses continuava a fazer revelações de meus experimentos soube desse fato, decidiu que seu laboratório recusaria os próximos pedidos. a prática de mergulhar um negativo em solução por mais tempo do que o previsto pelo fabricante fez aquele velho profissional declarar que nem seus empregados nem ele seguiriam mais minhas orientações, uma vez que tudo o que eu poderia obter seriam "imagens esverdeadas, pouco nítidas, distorcidas". nenhuma insistência ou explicação reverteu a mente daquele homem. eu dizia que aquilo que ele criticava era exatamente minha busca. ele retrucava afirmando que não podia ser: ninguém neste mundo está autorizado a ter uma vontade tecnicamente errada - como pode um ser humano não compreender isso? dessa forma, fui moralmente julgado. em seguida, o senhorzinho idiota me informou que havia confiscado umas fotos e mandado fazer novas revelações delas e por isso o serviço não tinha ficado pronto a tempo. danou então a me dar aulas de fotometria. eu lhe disse que a sua larga experiência tinha outra direção que o meu experimento e, ainda assim, ele queria que o fato de ter trabalhado com fotojornalismo por mais de trinta anos fosse um argumento suficiente para que eu me tornasse finalmente um bom rapaz. pensei comigo, totalmente desiludido, que aquelas fotografias não eram para jornais, definitivamente. então, me sentindo desolado diante do fuzilamento moralista, disse que não iria mais encomendar o serviço. o velho homem então deixou escapar uma frustração: há tempos eu fazia aqueles pedidos tão inacreditáveis para revelar rolos de negativos, porém, quase nunca eu encomendava impressões: eram cinco, dez impressões em um universo de trinta, quarenta negativos, mais de uma vez por mês. depois de um tempo, quando até o velho já estava se sentindo mal de tantos impropérios que ele mesmo lançava - quando começou a pedir desculpas intercaladas a ofensas - imaginei que eu não era o tipo ideal para um comerciante comum. comerciantes vendem coisas e serviços, por isso forçam tudo a uma grande sobrecarga material. precisam tornar mais invisíveis os negativos usando positivações-positivistas, querem que o cliente ignore a matéria barata e quase imperceptível dos fluidos e veja somente parafernalhas grandes, caras, e sem valor para o olhar e o sentir. querem que o fotógrafo não se encante pelo interior da fábrica, mas pela própria imagem, pelo próprio virtuoso "nice shot". é a lógica do não-envolvimento que faz o capitalista e o virtuoso amarem a si mesmos e aos seus produtos, sem serem, contudo, amadores do processo, sem se tornarem pessoas encantadas, mas iludidos adestrados para iludir. foi curioso que, algumas semanas depois, jovens de um jornal universitário tenham levantado a possibilidade de publicar uma obra minha - na nova sessão artística criada por eles - e mudado de idéia quando lhes apresentei uma fotografia. justificativa da indisposição: a imagem estava pouco nítida e tinha legendas embaçadas... não perdi a oportunidade de obter um alívio naquele momento: culpei, em meus pensamentos, o velho do laboratório pela distorção. assim, fiquei em dupla vantagem pois, esse novo julgamento moral que jornalistas me infligiam, só tinha duas explicações: a escola que lhes ensinara, que era a mesma de meu inimigo fotógrafo, e o laboratório ruim (aos olhos do dono) que, ao acatar algumas das minhas solicitações, tinha feto meu olhar se adaptar a imagens "distorcidas". esse segundo motivo justifica por que em brasília os serviços tecnicamente errados normalmente são escondidos sem que ninguém veja: para conter a revolução que adviria do reconhecimento de uma outra cidade. ah, quanto esforço isso custaria!
__________________
still in progress
aqui haveriam sons: publico depois.
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sexta-feira, setembro 05, 2008
068
um ruído sem-terra exigiu seu pedaço de papel no livro de um poeta,
mas por ser indelicado, foi morto a solos de guitarra.
Espalhado aos estilhaços foi caindo
e acenou para alguns lados
formando na queda, aqui e ali,
esta fala tríptica sem nenhuma arte:
misbu...............j kkl d.....lenvlenv
tr......................ed-eie.....inv -inv
ru r...................i-i-on*....crosscro
____________
o que há? tem mais de cinco anos que aqui estou. aqui é meu calabouço e você vem me seguir de vez em quando para me ouvir falando sozinho e tirar as suas fotografias do escuro.
ah, sim, como é bom falar sozinho e ficar no escuro - uma coisa leva à outra, mas a treva é tão mais forte que é mais provocadora da fala para o nada do que o contrário. isto é, raramente nos sentimos na escuridão por causa da palavra lançada ao éter. mas experimente a insegurança de saber que a sua própria membrana corporal pode ser atravessada por um ser que está aí mesmo, aí do seu lado sem que você veja! tente dar um passo sem saber se logo em frente está o fim do mundo num buraco enorme... ah, como um empuxo qualquer atrai a espinha nessa hora - houvesse algum encapuçado com a sua marionete, bem atrás! e podemos olhar que o veremos, ele estará lá a mandar em nossos movimentos, feito da mesma mancha escura que tudo cerca e submerge.
aqui é escuro, de fato, e sempre tenho um presságio de que alguém está por perto e que lê algumas frases que escrevo - na verdade sei quais são os leitores, eles demonstram muito bem que o são, quando têm oportunidade. acontece que não só mantenho essa seleta meia dúzia de sonhadores no lugar do fantasma, como noto também da parte dela a mesma relação. cultivamos a mesma fobia com uma grande curiosidade de ver surgir alguém sob o capuz da noite - alguém que sempre faz o seu "dark-striptease".
come here to me, ladies and gentlemaaaan!
____________
apesar do exposto acima, resolvi dar as caras um pouco mais... acender uma lanterna vez ou outra. comecei agora a fazer uma seleção de imagens, como parte de um mergulho necessário dentro de um monte de matéria bruta, e a publicar uma parte delas na rede. a própria publicação ainda é material não-trabalhado e tem apoiado certas decisões para novos projetos (como se houvessem antigos projetos...).
nesse momento, há duas pequenas seleções, uma de pedregulho, rock and roll, outra de water and mist - white haze growing in the eyes and fuck washing them.
http://www.myspace.com/allandelana
tem muitas possibilidades de seleção, a maioria aparentemente piegas. notei, por exemplo, que passei um bom tempo fotografando flores... se para cada uma delas tiver passado um centésimo de segundo, talvez eu tenha perdido em torno de meio segundo nisso. não descarto a idéia de que algumas fotografias possam ser ampliadas, mas se isso ocorrer, está fora de cogitação amparar-me no realismo da técnica como justificativa.
aceito parcerias.
o momento consiste em compartilhar um processo que se encaminhará, de modo crescente, para retomadas (explorações). a exploração se tornou um princípio construtivo ligado, a um só tempo, ao conceitualismo e à figuração - por mais que para alguns isso soe contraditório. (e de fato é uma afirmação a ser investigada em mais detalhes, pode haver equívoco...)
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segunda-feira, junho 02, 2008
sobre as vicissitudes do termo "unidade" para se referir à experiência - uma resposta em imagem-verbo:
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terça-feira, maio 13, 2008
terminaram as exposições "por um fio" e "play replay". vejam, umas lembranças da "por um fio" e da obra que dela participou, "regiões audíveis - o piscar de olhos", junto com uma série de desenhos de helouysa. se vocês lembram, o projeto inicial propunha a instalação "objeto glande". ele foi totalmente readequado para se tornar compatível com o que a "comissão de seleção" solicitou - unir uma instalação e uma série de desenhos que não tinham nenhuma relação de semelhança, aliás, eram verdadeiramente díspares em absolutamente tudo. muita conversa, muito trabalho e então...


contexto: é possível situar "regiões audíveis - o piscar de olhos" dentro de um percurso, no qual busquei questionar a unidade da experiência poética e auto-poiética. unidade que não é pré-concebida dentro de um contexto formal e não se utiliza de elementos poético-sintagmáticos necessariamente mapeados (verso, letra, sílaba, conectivos fonéticos). A questão também não é a aplicabilidade dos diversos meios, materiais e técnicas que tradicionalmente delimitam e são delimitados por campos artísticos especiais (pintura, poesia, prosa, música, desenho, escultura ou performance que exigem respectivamente tela pigmento cola, verso metro ritmo poema, palavras narrativa, modo tom ritmo harmonia relação, ponto linha plano sólido, sólido matéria delimitação e corpo expressão enredo mensagem). nem tampouco pretendo trabalhar o texto como unidade vital, pois assim como às vezes o texto é buscado como único lugar onde há ou pode haver linguagem e comunicação, assim também pode-se falar com outros radicalismos, como dizer que o mundo é uma pintura, ambos são resquícios da visão limitada e forçada de que toda experiência deve espelhar algo superior e existente antes dela (deus ou a palavra).
o percurso de "regiões audíveis" pode ser identificado principalmente a partir das obras "fêmea" e "ding", ambas em 2006. elas forçam uma dialógica entre um tempo e sujeito cercados de excessos e o questionamento atemporal, simultaneamente ordenador e criador de sentido, bem como a pergunta pelo não-pertencimento da linguagem, sua primariedade ou, se quisermos identificar um indício crítico, sua "internacionalidade", nos termos de Mário Pedrosa ("arte - linguagem internacional"). tenho me aproximado melhor da pergunta (e das respostas) na medida em que toda confusão com que se dá a experiência ordinária só pode ser significada se a conferirmos uma unidade - que unidade pode haver em um sujeito que vive simultaneamente uma profusão de contextos? mas a pergunta pode ser lançada de um modo ainda mais simples, para facilitar qualquer tipo de ação e investigação (sem o idealismo europeu de outrora, mas como propôs husserl): que unidade é essa que percebemos ao ver uma cor? o que daria unidade ao som se considerássemos o tempo como sucessão - seria isso possível? pois a cor pode ser assimilada de uma só vez e ainda assim é dada em uma persistência, mas o som de uma única nota também pode ser ouvido em sua duração, sem a qual ele perderia a possibilidade de existir para mim. perguntas...
enfim, aí vai um pedaço da "ding"...
Postado por allan de lana às 12:49 PM 0 comentários
quinta-feira, março 27, 2008
mais um convite...
o cartaz (abaixo) é "clean", você não vê quase nada nele, então sugiro que vá à vernissage e veja a exposição (se você quiser, é claro).
(clicar para ampliar:)
linhas, tentativas e flagrantes.
um alvo que me fita
desejante:
visualidade feminina
lançada à pontaria do afeto -
no vacilo do olhar cruzado, em que aberta
vê-se vista, em plena queda, desfere a linha por um fio**.
(allan de lana - helouysa a desenhar)
*escopofilia (substantivo feminino):
escopo: do grego skopoós, - oû ‘aquele que observa’, pelo latim scopus, - i ‘alvo, meta, mira, pontaria’ +
filo: do grego phílos, -é, -on ‘amigo, querido e queredor, que agrada e é agradado’.
**fio (substantivo masculino):
do latim fílum, -i ‘fibra, teia de aranha, cordas da lira’.
por um fio (locução):
- sob efeito da iminente ruptura do olhar centrado e dos limites do corpo;
- seguro(a) por algo frágil ou discreto, como a teia da aranha;
- prestes a desmaterializar-se, como o som da lira.
Postado por allan de lana às 9:56 PM 0 comentários
terça-feira, março 18, 2008
segue um pouco do calendário de exposições das quais participo durante este e o próximo mês. infelizmente não tenho tido êxito na intenção de divulgar grande parte das exposições da cidade aqui, devido à quantidade de atividades às quais tenho me dedicado e à conseqüente falta de tempo e organização. se a quantidade permitir, porém, divulgarei vários desses eventos esquisitos (exposições) para lugares inexistentes (galerias) a partir de mim (inevitável egocentrismo).
Play RePlay
de 12 de março a 26 de abril, no Espaço Cultural Marcantônio Vilaça - Tribunal de Contas da União - Brasília/DF.
curadoria: Átila Regiani
![]()
desenho que compõe a mostra.
meras citações de nomes de artistas participantes me parecem insólitas quando não há um contexto em que se aborde a participação deles. registro portanto só alguns exemplos a partir da relação entre a casa e a habitação como jogo de relações de encaixe ou acomodação, os quais por esse aspecto têm afinidade, às vezes por pleno contraste, com as obras que propus - sobretudo "como furar papel-de-seda-azul-com-bolinha-branca" (2004): Fernanda Mendonça, Matias Monteiro, Neiliane Araújo e João Angelini.
aí vai a lista com todos os nomes... insolitez é o meu forte!!! (sem contradições) em ordem alfabética para enfatizar um nexo subjacente:
Adriana Cascaes, Allan de Lana, Fernanda Mendonça, Hieronimus do Vale, João Angelini, Luciana Paiva, Luciana Ribeiro, Luiz Olivieri, Matias Monteiro, Neiliane Araújo, Pedro Sangeon, Polyanna Morgana, Raquel Nava, Ruth Sousa e Tomás Werner Seferin
ó, que incrível!!!
mais...
... em abril, no Espaço Piloto (UnB):
objeto-glande
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terça-feira, fevereiro 05, 2008
algumas frases-imagens para reescrever em outra ordem e dizer a qualquer momento... ou ver ao fechar os olhos.
vasto véu que encobre e acalanta;
nenhum chão sustenta o que se anuncia à visão;
silêncio total, aparentemente;
pássaros;
um pasto reluz à alvorada - alimento para os cavalos;
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sexta-feira, dezembro 28, 2007
amigos, quanto tempo!
há um pote de fubá aqui. eu o guardo, pois de certa forma ele me deu uma força pra pensar sobre a relação que o povo da serra do cipó, no povoado de cardeal mota, estabeleceu com sua história. mas hoje mal consiguiria me aprofundar nesse assunto, pois olhando aquele pote de fubá (talvez como sátira inusitada a descartes quando olhou para a cêra de abelha e descobriu que pensava - vide a número dois das suas meditações) e lembrando de algumas das minhas escolhas e caminhadas recentes fiz uma nota-poema de viagem.
é uma nota-poema para aquelas horas em que nos cobram, mesmo em pleno caminho, sem um porto-seguro, um comportamento delineado e estável, conforme um desejo típico de uma família bem acabada em que os nomes próprios acabam mesmo sendo os atributos principais das pessoas, as quais se moldam conforme a idealização prévia que o nome nomeia.
ao lado: still do vídeo "ave!", no qual aparece o fubá a que me refiro
Estávamos tão bem moídos...
Há planos para todo lado.
Planos e reticências moídos
mas cheios de poréns
e querendo voltar a ser milho.
Só não me esqueço
daquele fubá com carunchos:
bem moído era...
estávamos felizes
grudando fubá com a baba
e sendo fubá moído por dentro...
Não seremos milho novamente,
não adianta - nunca o fomos!
Você lembra?
Lembra do que não fomos?
Não o seremos novamente.
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domingo, novembro 04, 2007
relato sobre gravar
o caminhar realiza a individuação - percebo comandar meu corpo e ter dele consciência. quero dizer: ponho o real em relação a mim... o que se realiza? a consciência - que em nada pressupõe verbalização ou referência ao mundo pela via de um código instituido - forma-se como um "self" que sustenta todo objeto da vivência. Esse, lança perspectiva às coisas que percebo - a pedra, o trigo... -, não importa que sejam independentes, pois são postos mesmo assim em perspectiva. (não temos o objetivo de discorrer sobre husserl e merleau-ponty, mas podemos lembrar que esse retoma aquele para desenvolver tal aspecto fenomenológico - o self a partir do qual se visa).
nosso relato vem indicar a possibilidade de um aprofundamento da individuação. caminhando, tomamos consciência do corpo e de sua consciência, de que o comandamos e ao mesmo tempo nos constituimos como "eu" - não de forma bipolar como revelação, nem binária. caminho em direção a uma árvore e esse ato a aproxima, então posso intuir que aprendi a compreender o corpo nessa autonomia da vontade que dialoga com o universo. processa-se uma gravação dialógica, um temporizar intransitivo: deixo o aspecto propício ao "eu" ganhar forma na duração do self em seu deslocamento exterior. esse, radicaliza as vivências corporais individuais e, na medida em que corresponde à constante movimentação da consciência, mantém vínculo com individualidades e sentidos mais profundos.
o campo da vivência, daquilo que se registra na consciência de determinada maneira, possibilita considerar o horizonte em expasão da formação do "eu". se caminho agora para longe da árvore, tenho o sentido daquilo que fomos enquanto estávamos próximos e de toda a transformação operada em nosso distanciar. se é assim que vejo minha posição agora, como um movimento total, não como recorte ou fotograma de instantes determinados, então para minha consciência não faz sentido separar passado e futuro, pois o tempo está no vivido. Assim, a vivência situa-se em uma rede temporal mais elástica do que o sentido que atribuimos ao momento presente ou ao passado.
na individuação minha vivência consiste em um sentido por adiamento, isto é: viver de trauma e lembrança e constituir a memória agora, sem cindi-la pela noção de passado, enquanto me desloco sobre a vaga ("lugar, espaço que não se encontra ocupado e pode vir a sê-lo", segundo o dicionário houaiss). sei, então, que sou este ser, porque sou capaz de condensar em mim toda a distância vivida desde aquela árvore. contudo, isso também significa protelar a memória - continuar a adiá-la - e habitar a impermanência, com a sensação de proximidade com o que esse longo caminho traz a mim.
Não dependo das rédeas,
seguro-me nas crinas.
nesses versos de carpinejar (extraídos da obra cinco marias) parece habitar a consciência da proximidade. a dependência das rédeas seria tomar o real como aquela segurança provedora de seio materno. por outro lado, segurar-se nas crinas significa assumir a inconstância, habitar o devir após abandonar as certezas de que seremos salvos da queda como sujeitos passivos na tradição e na cultura. só por reducionismo se pode cindir de nós o futuro...
caminho há vários dias e noites e carrego comigo um gravador. não há ninguém ao meu lado. carros passam. cavalos. pessoas empoeiradas com também já estou. estabeleço relações temporárias em terra alheia onde sinto propriamente constituir uma origem, pois é nela que me permito abandonar as certezas e a fé. a família deixa de carregar o símbolo de verdade, de conformação. toda tradição vira refluxo passível de mostrar-se no agora - não se pode guardar esse presente no aparelhozinho digital que carrego. a mão provedora não me extende seus ídolos, nem seu conforto, e posso habitar o caminho que desconheço - distraio-me e esqueço o aparelho que está a gravar, deixo de tentar comandá-lo.
sou um andarilho na paisagem, uma vaga móvel. caminho e distancio-me - condição propícia para que o trauma fulmine e seu existir irredutível e imemorial revele-se como traço no presente. esse é o caráter de uma lembrança na qual a família não será mais a boa maneira edipiana da castração-educação.
a distância é o que permite que a família e a amizade germinem à diferença das árvores genealógicas, cujos galhos brotam de "lugares certos" e mimetizam ou preenchem a forma segura, idônea. enquanto me distancio desse jogo de espelhos (estabelecido com o passado, com a certeza ou com o ego) encontro o fio cortante dos ídolos e o vivo como traço. o símbolo, que é o real familiar; e o pasto, real da percepção enquanto caminho e o vejo, conectam-se com aquilo de que me aproximo - são protelados. a gravação como prova do real tem um mesmo aspecto de ruína. mas de fato a esqueço, pois a consciência é uma distração para com o que se crê presente. por isso, ela aflora em direção ao horizonte, onde já não está em mim. Lá, constituirá o sentido de um adiamento para o agora no qual implico, como uma espécie de cosmogonia - todos os eus do universo, suas inconstantes gravações e complicados palimpsestos.
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domingo, outubro 21, 2007
... poema a anaxímenes...
En
golir
pelo
ar
do
ar
dê
pelo
nariz
riss.
Ar que tudo une:
inspirar o mundo
inspirar moléculas de Platão
inspirar e levar ao pulmão
a pobre que dormiu na várzea.
Inspirar tudo o que já se foi
expirar
e
pirar
e
irar e ar.
ear
que une
os ouvidos.
Peido
que une
intestinos.
O ar.
O uno.
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sábado, outubro 13, 2007
A alma que desperta com alvoroço
Faz a poeira levantar.
Os grilos saltam para fora do seu caminho.
Os pássaros, com presságio, voam-se.
Camaleões, cobras, urubus e até a menor criatura
pensa na maldade da alma que se aventura
fora do sonho, fora do mundo dos espelhos -
ela só vê o além-de-si,
por isso tem o diabo estampado no senho
de tão benevolente, mesmo que por princípio insegura.
O mundo dos espelhos no qual ela dormia
é cheio de poeira do lado de fora,
encima.
O primeiro sinal de sua ruptura,
na qual saiu (saiu pra fora!), pé na estrada,
é que isso cria nuvens no mesmo instante
e grandes chumaços de pó
que às vezes lembram teias de aranha.
Mas as nuvens se desfazem
porque retornam à superfície -
são elas que espalham o pó no ambiente.
Essa nova configuração
renova a atmosfera no interior do espelho
e cria-lhe um outro fora, um outro exterior.
E os pássaros?
E as formigas?
E os camaleões?
As cobras?
Acaso eles também não mudaram seu caminho?
Sim, e seus batimentos cardíacos se alteraram.
Algum morreu de infarto... Isso é possível...
Depois desse passeio a alma retorna ao espelho.
Aos poucos as coisas chegam à estabilidade -
o exterior e também ela própria, sua aparência,
que é a expressão do que ela é.
Aos poucos a alma se deposita de novo
em si mesma e segue como um recipiente
cheio de poeira e seres infinitamente pequenos.
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terça-feira, outubro 02, 2007
alguns tópicos por desenvolver...
uso e esgotamento da linguagem
uso e esgotamento da política
uso e esgotamento do uso
uso e esgotamento da moda
uso e esgotamento da ética
uso e esgotamento da propriedade
uso e esgotamento do trabalho
uso e esgotamento da criatividade
uso e esgotamento da técnica
uso e esgotamento da objetividade
uso e esgotamento da ciência
uso e esgotamento do arquivo
uso e esgotamento da reprodução
uso e esgotamento da educação
uso e esgotamento da vontade
uso e esgotamento da possibilidade
uso e esgotamento da incidentalidade
uso e esgotamento da leveza
uso e esgotamento do amor
uso e esgotamento da lembrança
uso e esgotamento da transitoriedade e da permanência
uso e esgotamento do mito
uso e esgotamento de si
uso-esgotamento do acesso ao outro
entrega à paixão pela liberdade
uso e esgotamento da paixão
esgotamento do uso.
Bem
que te acompanha
nas sombras da tua orfandade.
Bem
que te desforra
como sombras cobrindo a montanha.
Bem
que te escurece
como o ponto iluminado na intransponível
sombra
que te adia
e faz nasceres no caminho, na distância.
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segunda-feira, setembro 10, 2007
O Rio corre vazio;
A luta de classes continua
Ruinas feias mitos pobres
Quem vive o prazer da natureza sem geografia.
. . .Glauber Rocha, Roma, 1979 - Poemas Eskolhidos
Divulgo o escritor Jason Frutuoso.
a forma final de sua primeira obra a ser publicada, "Samuel e o Bezerro Dourado", tem forte participação familiar - as ilustrações internas feitas por mim, a capa e a contracapa ilustradas e diagramadas pelo Alex (meu irmão) e a constante e intensa revisão geral da estória por nossa mãe.
o enredo, originalíssimo, conta dois dramas principais: o de Samuel diante das situações de iminência da perda de seu querido bezerro, Dourado, e o do narrador-personagem diante da sua iminente morte, que poderia significar a interrupção da narração. em uma análise que relacione vida e obra do autor - conhecido em brasília como psicólogo atuante - notamos que o cenário da trama, inquestionavelmente, são as suas próprias memórias da paisagem mineira e da realidade social das redondezas do Vale do Rio Doce, onde passou a infância.
o livro, já revisado, arte-finalizado e com duas bonecas prontas está em ponto de impressão. assim, estamos iniciando uma busca por patrocinador(es) e editora interessados.
veja mais detalhes no site do autor, www.jasonfrutuoso.com.br. os interessados em saber quando for ocorrer o lançamento podem entrar na "Lista de Interessados".
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segunda-feira, setembro 03, 2007
O Vento
Queria transformar o vento.
Dar ao vento uma forma concreta e apta a foto.
Eu precisava pelo menos de enxergar uma parte física do vento: uma costela, o olho...
Mas a forma do vento me fugia que nem as formas de uma voz
Quando se disse que o vento empurrava a canoa do índio para o barranco
Imaginei um vento pintado de urucum a empurrar a canoa do índio para o barranco.
Mas essa imagem me pareceu imprecisa ainda.
Estava quase a desistir quando me lembrei do menino montado no cavalo - que lera em Shakespeare.
Imaginei as crinas soltas do vento a disparar pelos prados com o menino.
Fotografei aquele vento de crinas soltas.
Fonte: Manoel de Barros - Ensaios Fotográficos.
O vento balança as jubas folhosas,
As quais guarnecem jornadas por terra,
Previnem do olhar celeste viagens interiores.
Desbravador que aos topos se lança
Em tais meandros devassa trilhas
E sobe pedras a içar montanhas.
Concretiza nos cumes as ventanias,
Igual cariátide que engolisse um buda,
A sustentar - mais alto do que os píncaros
Que o levaram nas entranhas -
O infinito na ponta dos cabelos.
Fonte: Allan de Lana - caderno de explorações, M.G./D.F., 2007.
trechos de um inventário de ruídos
30: motor, silêncio.
31: parece buzina e latido; vinheta de rádio - futebol.
32: silêncio.
33: silêncio; ruídos muito ao longe.
34: caminhão, assobio esquisito - janela do quarto de barbacena.
35: motor; ruídos muito ao fundo.
36: em busca de rua do Largo do Rosário.
16: Gilson, descompressão, caminhada grav. no bolso, música e carros ao longe, caminhada lenta piano, porta, cão.
17: tráfego.
19: latidos, repetição constante de cliques.
20: indefinição com cliques.
21: idem + latidos a 1'55'', jatos de vapor.
22: ruído constante, motor, clique de trem, trilhos.
88: pássaro perto da cachoeira.
89: água da fonte do IBAMA caindo no ralo.
90: idem, com mais variações.
91: aparentemente, silêncio total.
92: ?
93: pássaros.
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terça-feira, agosto 28, 2007
explorações
Freud, em cartas a seu médico Fliess, começa a explanar-lhe o que seria o conceito de exploração, o qual é retomado por Derrida na década de 1960, para compreensão de como a teoria literária poderia contribuir com a psicanálise e valer-se do seu legado nas investigações sobre a leitura e aquilo que se chamou diferencia (uma espécie de ato constante de diferir e construir-se a partir da diferença - em francês, differance). por um lado, teríamos a impressão do que se sente, do que vem de fora (o tato, por exemplo, é sentido nos dedos ao digitarmos no teclado), impressão a cada vez iniciada e apagada, um estímulo não memorizado e recebido sempre como se fosse o primeiro. por outro lado, tal estímulo levaria informação a neurônios do cérebro capazes de armazená-la, porém sempre parcialmente e, a cada estímulo, surgiria a sensação de memória a partir das diferenças entre as suas explorações. exploração é um conceito-chave para pensarmos as transformações do século XX nas artes visuais e performáticas, não só se estivermos focados em literatura, pois dificilmente terminaremos uma lista dos inúmeros artistas que se valeram da citação ou da repetição. Só como um dos exemplos possíveis, buscamos um comentário do crítico português João Lima Pinharanda sobre a pintura de Jorge Martins, ao considerá-la "sombra sem corpo":
Uma dança de espectros assombra, no sentido direto da palavra, a realidade contemporânea.
Usando toda a sorte de duplicações e desmultiplicações, cópias, clones do velho, mortal e gasto corpo humano (de que menos recusamos a admitir a fragilidade heróica, que desejamos esquecer e que desejamos descartar), as sombras são aquilo que podemos designar como o que nos resta, como o lixo.
(...) reproduzimos os seus movimentos [movimentos do corpo] de desesperado e inesperado explendor, projetando-o na tela de um cinema, fazendo-o brilhar no monitor de uma televisão (ecrãs), repetindo-o na tela de uma pintura. Mascarando-(n)o(s).
não obstante esse aspecto assobroso de um duplo ameaçador que se faz tão presente no mundo contemporâneo, a possibilidade de que a memória tenha algo de positivo também estaria, segundo Freud, sujeita à exploração, na qual não há uma origem, um arqui-sujeito. Segundo ele, o "arqui" está riscado, mas, sob riscos, o vemos legível, como isca a atrair-nos para encontrá-lo intacto.
o áudio abaixo resulta do aspecto produtivo e, para mim, positivo da exploração, no qual ela não representa uma perdição em busca do "arqui". tratam-se de fragmentos da obra gradeado, editada hoje, uma exploração a respeito de uma cerca que encontrei próxima de uma rodoviária - cuja imagem lembro vagamente - em volta de um curioso monumento maçonico e também a respeito de uma enorme escultura com metal enferrujado e repleta de vazios, vazios enormes e vazados, da autoria de cildo meireles.
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domingo, agosto 26, 2007
estou de volta e pretendo fazer postagens ainda mais espaçadas, porém densas (ou com potencial) e legais! agora só preciso descobrir como fazer para postar sons, mas não se preocupem, parece que o blogger tem novas funcionalidades para hospedagem de arquivos e vai me ajudar um pouco com isso. sejam bem-vindos.
o novo formato traz os arquivos do blog para imediatamente após a área de postagem, a qual comportará sempre as três últimas inserções que eu fizer. também incluí, pela primeira vez em todos esses anos, o meu perfil, pois sempre eu soube que não tinha um perfil comportamental, um estilo ou um padrão para ver, ouvir, agir e agregar, só que atualmente eu sei expressar essa situação de uma maneira minimamente compreensível.
qual o assunto das próximas semanas? você pode sugerir algum, mas penso em trazer uma leva de poesias geográficas que estou desenvolvendo junto com reflexões, aquarelas e edições de imagem e som. também trarei alguns desses sons. ao mesmo tempo, acredito que anotações, no momento superficiais, sobre paisagem, linguagem e memória possam ser compartilhadas com os leitores para estimular comentários e quem sabe trocar contribuções com quem estiver interessado no mesmo assunto.
até mais!
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terça-feira, março 13, 2007
verni de abertura das obras 'fêmea' (allan de lana) e 'toca' (matias monteiro e luciana paiva)
dia 15/03, a partir das 19h, na casa de cultura da américa latina (CAL) - SCS Q. 4, Ed. Anápolis - telefone (61)3321-5811.
visitação de 16/03 a 17/04 - de terça a sexta, de 12h a 20h; sábados, domingos e feriados de 12h a 18h.
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