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allan de lana

segunda-feira, outubro 27, 2003

Livre! (Cruz e Sousa)

Livre! Ser livre da materia escrava,
Arrancar os grilhões que nos flagelam
E livre, penetrar nos Dons que selam
A alma e lhe emprestam toda a etérea lava.

Livre da humana, da terrestre bava
Dos corações daninhos que regelam
Quando os nossos sentidos se rebelam
Contra a Infâmia bifronte que deprava.

Livre! bem livre para andar mais puro,
Mais junto à Natureza e mais seguro
Do seu amor, de todas as justiças.

Livre! para sentir a Natureza,
Para gozar, na universal Grandeza,
Fecundas e arcangélicas preguiças.




019 (eu)


Se o Greenpeace fosse simbolista,
Eu seria bucólico para resultar ativista.

O meu grilhão seria só a terra.
À sombra para ler faria justiça.

À imagem de Vera Cruz antes de vera,
Pindorama, a minha paz seria fera

Para ler João de Cruz e Sousa livre
Sob o Mogno, o Jatobá e a Aroeira.

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